A maioria dos descontos na venda de uma casa não nasce da negociação: nasce do que o comprador descobre depois de se interessar. Preparar a venda é fechar essas surpresas antes de elas terem preço.
Pôr os documentos em dia primeiro
É a etapa mais atrasada nas vendas e a mais barata de resolver. Confirmar a caderneta predial e a certidão de teor, verificar se a área e a composição registadas correspondem ao que existe, localizar a licença de utilização e o certificado energético válido. Uma divergência entre a realidade e o registo descoberta na semana do contrato-promeça pode custar meses — ou o negócio.
Reparar o que se nota, decidir o que não se repara
Torneiras a pingar, silicone envelhecido, humidade visível e fechaduras duras passam ao comprador a ideia de uma casa sem manutenção, com um custo de reparação baixo e um efeito desproporcionado. Já obras grandes — cozinha nova, casas de banho novas — raramente se recuperam integralmente no preço. A regra prática: reparar defeitos visíveis baratos; declarar com transparência o que ficou por fazer.
Preço com fundamento, não com margem para a conversa
Um preço de anúncio inchado não protege a negociação; filtra os interessados certos e alonga o tempo de venda, e um imóvel há muito no mercado acaba desvalorizado aos olhos de todos. Apoiar o preço numa avaliação técnica ou em comparáveis reais de vendas recentes dá ao vendedor uma posição de defesa, não de fantasia.
Fotografia e apresentação honestas
Fotografias com luz de dia, divisões arrumadas e ângulos que mostram a planta atraem visitas. Fotografias enganadoras atraem visitas que não compram e desgastam o anúncio.
Antes de anunciar
- Confirmar caderneta predial, certidão e licença de utilização.
- Obter ou renovar o certificado energético.
- Reparar pequenos defeitos visíveis: humidade, silicone, torneiras, portas.
- Resolver divergências entre registo e realidade antes do anúncio.
- Definir o preço com base em vendas comparáveis, não em expectativa.
